quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

A seca de Brasília

Esses dias na sala de espera de uma consulta comecei a ler a revista "Veja" de Brasília e li uma matéria
muito interessante sobre os solitários de Brasília e a reação da nossa cidade.

Eu já sabia disso de alguma forma mas não queria acreditar que a gente é mesmo uma das cidades mais secas e frias nos relacionamentos com as pessoas, é por isso que a gente se sente tão amado, paparicado e até constrangido quando vai a alguma cidade do nordeste. É outra coisa.
 (matéria http://vejabrasil.abril.com.br/brasilia/materia/o-bloco-do-eu-sozinho-813)
Mas enfim, lendo a matéria eu vi que não é só a realidade dos bares e faculdades, é também a realidade da igreja em Brasília. Um dos depoimentos na matéria: "Na capital, há grupos fechados, conhecidos como panelas. Eu formei a minha também e saio com um grupo grande de amigos. Aqui, acontece algo muito esquisito. Todo mundo se conhece nem que seja de vista, mas as pessoas nem sequer se cumprimentam. O brasiliense tem o hábito de economizar sorrisos."

Esse depoimento não sai da minha cabeça, eu participo de uma igreja grande e a cada domingo quando o pastor pergunta se tem visitantes eu tenho vontade de levantar (momento troll) só pra galera me cumprimentar mesmo eu estando lá a 5 anos. O Evangelho é praticado nos relacionamentos e uma coisa pra mim é certa, se você é de uma igreja grande(ou não) precisa entrar em uma panela (pequeno grupo) porque se não você vira um ninguém solitário, vai e volta de domingo a domingo, ora pelo irmão do lado e nem sequer sabe o nome dele (isso não faz sentido).

Não sei em outras cidades ou em outras igrejas, mas em Brasília é assim.

Fui, encontrar minha panela e espalhar sorrisos.